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POVERA | cena. cenoura
32º FESTIVA DE ALMADA | DAR LUGAR AO ACONTECIMENTO | PAVILHÃO POVERA
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credits
luis amália

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during the seven acts and the epilogue the audience attends to the meticulous celebration of a meal: setting, starters, first course, second course, dessert and coffee/sherries.
It is important to explain the experimental character of this piece. The audience doesn’t expect the piece to happen so it’s part of the process to catch people’s attention and make them be part of the piece. The movements and the relation with the audience will change every day. Trial and error. Some things will be kept if they work others will be deleted. One act per day and in every act, all of them.
Here, the architectural space becomes the artistic starting point, generating events. The dramatic text is born after the construction and its use inspired by both human actions and the possibilities of the architectural space.
And Time which measures everything.

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uma peça em sete actos e epílogo" tenta converter-se numa representação ficcionada, inspirada nas acções humanas e nas possibilidades espaciais do arquitectónico.
O jogo do actor em movimento reinterpreta a coreografia da vida, das rotinas, dos rituais. Os comportamentos e encontros fortuitos que surgem naturalmente em cada um dos actos serão susceptíveis de emergir, uma e outra vez. Cada dia um acto e em cada acto, todos eles. E o tempo, que tudo mede.


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dar lugar ao acontecimento

Associado à construção do Pavilhão POVERA, será criada uma peça exclusiva ad/hoc que questiona de que modo o espaço arquitectónico pode ocupar o lugar fundamental da dramaturgia e ser o ponto de partida para uma obra de teatro. Porque razão se insiste em "associado a"?

É importante assinalar o carácter experimental desta peça: geralmente é a Arquitectura que fica subordinada a uma obra de teatro. Costumamos entender a cenografia como uma consequência do texto dramático. Aqui, no entanto, é o espaço arquitectónico, cenografia ou não, que se converte no disparador artístico, no gerador do acontecimento. A dramaturgia nasce depois desta construção, intrinsecamente ligada a ela.

Durante os sete actos e o epílogo que compõem a peça, o espectador irá assistir à meticulosa celebração de uma refeição: preparação, entradas, primeiro prato, segundo prato, sobremesa, café / digestivo e limpeza. O público converte-se, dependendo do dia e da hora, num simples espectador ou numa peça fundamental, no mecanismo da cerimónia.
"A Arquitectura não são os edifícios. Nem as acções que acontecem nos edifícios". As acções são uma consequência directa apresentada pelo usuário, que neste caso é o actor. Somos sempre actores.

Existem paralelismos entre o Acontecimento e a Arquitectura. A Arquitectura é parte fundamental da mise en scène, entendendo a acção como um todo, tal como a construção de um edifício. Do mesmo modo como as variáveis de contexto interferem num projecto arquitectónico, também nesta peça se pretende explorar as variáveis de contexto para a sua criação. O contexto, a atmosfera, a distância, as texturas, a luz. As sequências.